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3º Tribunal do Júri da Capital realiza audiência de instrução do processo de madrasta acusada de envenenar enteados

Mãe das vítimas, Jane Carvalho Cabral, foi uma das 22  testemunhas ouvidas na audiência de instrução. No fundo, ao lado esquerdo, a acusada Cíntia Mariano Dias Cabral   O 3º Tribunal do Júri da Capital realizou nesta sexta-feira (30/9) a primeira audiência de instrução e julgamento do processo contra Cíntia Mariano Dias Cabral, acusada de envenenar os enteados, Bruno e Fernanda Cabral. Fernanda, de 22 anos, morreu no dia 28 de março, após ficar 13 dias internada. Bruno, de 16 anos, sobreviveu à tentativa de homicídio ocorrida em maio.    Durante a audiência, presidida pelo juiz Alexandre Abrahão, titular do 3º TJ, foram ouvidas 22 testemunhas de um total de 27 indicadas pelo Ministério Público e pelos advogados de Cíntia, em sessão que durou cerca de seis horas.  Na próxima semana, o juiz designará uma nova data para ouvir cinco testemunhas de defesa que não compareceram e realizar o interrogatório da acusada.        A primeira testemunha ouvida foi a perita Gabriela Suares, que realizou a exumação do corpo de Fernanda. Ela disse que o exame não encontrou substâncias estranhas, o que pode ter ocorrido devido ao tempo de internação da jovem e ao estado de decomposição do cadáver.    Segunda testemunha a depor, o delegado Flávio Ferreira Rodrigues disse que o depoimento do filho biológico de Cíntia foi fundamental para elucidação do caso.   “Tudo levava a crer que tinha sido Cíntia a responsável pelo envenenamento de Bruno. Foi ela quem preparou a comida, serviu, apagou a luz. E o depoimento do filho dela foi fundamental. Ele disse que Cíntia admitiu ter cometido os crimes”, disse.    Em seguida, a mãe dos jovens, Jane Carvalho Cabral, disse que, após almoçar com o pai e a madrasta, Bruno chegou em casa desconfiado.    “Ele ficou nervoso, dizendo que estava achando tudo estranho. Que sentiu o feijão amargo e viu pedrinhas azuis na comida. Passados vinte minutos, começou a se sentir mal, com muita tontura, intenso suor, a língua começou a enrolar”, contou.    Jane Cabral disse que, nesse momento, associou os sintomas do filho aos de Fernanda, morta em março. “Ali eu tive a certeza de que Bruno e Fernanda foram envenenados. Minha filha era linda, cheia de vida. Cíntia fez isso por ganância”.  Ao ser questionada se Fernanda já havia reclamado da comida feita pela madrasta, Jane relembrou que a filha relatou episódios de tonturas e inchaço na barriga. Outro momento recordado pela mãe foi quando Cíntia foi visitar Fernanda no hospital.  “Ela fez questão de visitá-la. Quando ela pegou na mão da minha filha, os seus batimentos subiriam rapidamente. Parecia que a Fernanda estava sentindo a energia pesada dela lá”.    A quarta testemunha ouvida foi Bruno Carvalho Cabral, irmão de Fernanda e enteado de Cíntia. O jovem detalhou o dia do almoço na casa do pai e a desconfiança com o sabor do feijão.    “Cíntia me convidou para almoçar na casa deles. Ela foi pessoalmente me buscar na escola junto com o meu pai. Na hora do almoço, ela já me trouxe um prato com feijão e pediu para me servir com arroz, batata frita e bife. Quando comi o feijão, senti um gosto amargo e comecei a mexer. Foi quando vi umas pedrinhas azuis. Comecei a separá-las do restante da comida e questionei a Cíntia. Ela ficou muito nervosa e tirou o prato da minha mão. Jogou fora a parte que eu separei e colocou mais feijão. Como o gosto ruim continuou, passei a comer só a carne”.  Bruno contou que pediu para o pai levá-lo para casa da mãe e ao chegar relatou a sua desconfiança para Jane. O jovem lembra que após cochilar por 20 minutos, acordou suado e muito tonto.    “Não conseguia levantar da cama. Não via nada direito. Fiquei cinco dias internado no CTI e entubado um dia. Vomitei muitas vezes no hospital”, relembrou.   O pai de Bruno e Fernanda, Adeilson Jarbas Carvalho, foi a quinta testemunha a comparecer no 3° Tribunal do Júri.  Ele relatou que ficou casado com Cíntia por quatro anos e ela tinha um ciúme excessivo.  “Ela tinha ciúmes da minha relação com meus filhos. Ela sumia com coisas da casa, com dinheiro, carteira. Eu achava que era o Bruno, mas era ela. Criava atritos para desgastar a minha relação com eles. Ela também apagava as mensagens do meu celular. O Bruno me respondia no WhatsApp, mas ela apagava antes que eu pegasse no meu celular”, revelou. Filhos biológicos de Cíntia, Carla Mariano Rodrigues e Lucas Mariano Rodrigues contaram que logo que Bruno foi internado desconfiaram das atitudes da mãe.  E   confirmaram ter ouvido a confissão de Cíntia logo após ela ter saído do hospital onde ficou internada por suposta tentativa de suicídio e ser levada para a casa dos avós.  “Foi muito nítido o nervosismo dela manuseando o prato de Bruno e o fato de ele ter passado mal logo depois”, contou Lucas.  Entre as testemunhas, também foram ouvidos vários médicos que estavam no hospital no período em que Fernanda esteve internada.         MG/ IA/AB/FS Foto: Brunno Dantas/TJRJ Clique neste link para acessar as fotos do Flickr da audiência de instrução.
30/09/2022 (00:00)
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