Segunda-feira
06 de Julho de 2020 - 

Previsão do tempo

Hoje - Rio de Janeiro, RJ

Máx
32ºC
Min
17ºC
Predomínio de

Terça-feira - Rio de Janei...

Máx
30ºC
Min
17ºC
Parcialmente Nublado

Quarta-feira - Rio de Janei...

Máx
31ºC
Min
17ºC
Predomínio de

Hoje - Rio de Janeiro, RJ

Máx
32ºC
Min
17ºC
Predomínio de

Terça-feira - Rio de Janei...

Máx
30ºC
Min
17ºC
Parcialmente Nublado

Quarta-feira - Rio de Janei...

Máx
31ºC
Min
17ºC
Predomínio de

Ministro do STF proíbe operações em favelas do Rio durante a pandemia

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu em decisão liminar (provisória) a realização de operações policiais em comunidades do Rio durante a pandemia do novo coronavírus. A decisão é desta sexta-feira (5). O texto prevê responsabilização civil e criminal em caso de descumprimento. A decisão de Fachin permite operações somente em "hipóteses absolutamente excepcionais", sem exemplificar quais seriam. Nesses casos, serão necessárias justificativas por escrito — com comunicação imediata ao Ministério Público (MP-RJ). O órgão é o responsável pelo controle externo da atividade policial. 1 de 2 Moradores do Complexo do Alemão transportam corpo após operação policial, no Rio de Janeiro — Foto: Ricardo Moraes/Reuters O Governo do Estado informa que, assim que for notificado, dará cumprimento a decisão, conforme orientação da Procuradoria Geral do Estado (PGE). A liminar determina ainda que, nos casos extraordinários de operação, sejam adotados "cuidados excepcionais" para que a população não seja colocada em risco e para que a prestação de serviços públicos sanitários ou atividades de ajuda humanitária não sejam impedidas. No mês de maio, dois jovens foram mortos durante operação policial no Morro do Salgueiro, em São Gonçalo, e no Morro da Providência, no Centro. 2 de 2 João Pedro Mattos Pinto, morto em operação em São Gonçalo — Foto: Reprodução/TV Globo Na decisão, Fachin cita a morte do menino João Pedro, em São Gonçalo. Ele ressalta que o caso ainda está em investigação, mas afirma que a violência continua. "Nada justifica que uma criança de 14 anos de idade seja alvejada mais de 70 vezes. O fato é indicativo, por si só, que, mantido o atual quadro normativo, nada será feito para diminuir a letalidade policial, um estado de coisas que em nada respeita a Constituição", escreveu. A ação foi movida pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), em novembro de 2019, e pedia também para que o governo não realizasse operações com helicópteros como plataforma de tiro no estado.
05/06/2020 (00:00)
Visitas no site:  238705
© 2020 Todos os direitos reservados - Certificado e desenvolvido pelo PROMAD - Programa Nacional de Modernização da Advocacia
Pressione as teclas CTRL + D para adicionar aos favoritos.